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IMAGENS PELA AMAZONIA
Publicado em 04/07/2010
 
O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água negra, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turisticas da cidade de Manaus.

Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C.[1]

Há dezenas de agências de turismo que oferecem o passeio à região, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água durante a travessia de um lado para o outro das águas, e sentir que os rios têm temperaturas diferentes.[carece de fontes?]

No período do rio cheio que vai de janeiro a julho é a melhor epoca para fazer um passeio para observar o encontro das águas, uma vez que as saidas dentre os igarapés são em canoas motorizadas. Pode-se entrar nos furos e braços de rios e ter a possibilidade de ver animais como: pássaros, macacos e preguiças.

O passeio sempre é realizado no Parque Ecológico do Janauari, onde também pode-se observar e tirar fotos das plantas aquáticas Vitórias-Régias. No final do paseio é em um restaurante flutuante, com a comida tipica amazonense. Está em construção uma plataforma de observação do encontro projetada por Oscar Niemeyer.
O rio Negro nasce na região pré-andina da Colômbia e corre ao encontro do Solimões, logo abaixo de Manaus, (Veja o mapa) para formar o Amazonas. Em seu curso, percorre 1700 quilômetros, quase a distância de São Paulo a Salvador. Da nascente à foz, a viagem dura um mês e meio. Na longa jornada, a água carrega folhas e outras matérias orgânicas que a tingem de âmbar.

É um dos três maiores rios do mundo; o fluxo de água que passa por seu leito é maior do que o de todos os rios europeus reunidos e, no Brasil, perde apenas para o Amazonas. Tem quilômetros de largura e mais de mil ilhas que se agrupam em dois arquipélagos: Anavilhanas, próximo de Manaus, e Mariuá, no médio rio Negro, na região de Barcelos. São os maiores arquipélagos fluviais do mundo.
O nível das águas depende da estação do ano. Entre o ponto mais baixo da seca e o mais alto da cheia, a variação é de 9 a 12 metros. Como o nível máximo deixa marca de umidade nas árvores das margens antes inundadas, no auge da seca é possível fazer idéia do volume absurdo de água escoada entre uma estação e outra.

Dessa diferença resultam paisagens incrivelmente diversas. Na cheia, o rio invade a floresta por muitos quilômetros. Com uma canoa pode-se remar no meio das árvores e penetrar a floresta submersa, entre os raios de sol que escapam do filtro das copas e incidem sobre a água escura. O canto dos pássaros impõe a paz no espírito do visitante.

Na seca, surgem as praias e emergem ilhas de areia branca, às vezes tão fina que parece talco. Não fosse a marca da água no tronco das árvores, impossível lembrar que tanta beleza estivesse anteriormente submersa. Nessa época, os barrancos da margem expõem as camadas do solo, troncos e raízes retorcidas que assumem formas esculturais de rara criatividade.
Num tempo em que a cordilheira dos Andes nem existia, o rio Amazonas corria no sentido inverso ao atual, na direção do Pacífico. Há centenas de milhões de anos, quando aquele conjunto de montanhas se levantou, o rio ficou impedido de seguir em frente e formou um grande lago. Impotentes diante da barreira colossal, as águas represadas escoaram no sentido oposto e abriram caminho para o Atlântico (Você pode saber mais sobre isso na entrevista com o professor Aziz Ab'Saber).

As florestas da bacia do rio Negro são as mais preservadas e despovoadas da Amazônia. Na região, estão localizadas as maiores Unidades de Conservação do país: Parque Nacional do Pico da Neblina, Parque Nacional do Jaú e Reserva Sustentável de Amnã. No que tange à conservação, porém, muitas áreas só existem nos decretos que as criaram, não havendo ações concretas ou planejamento para sua preservação, de fato.
A pobreza de nutrientes de suas águas escuras não oferece condições favoráveis à agricultura. A acidez, que dificulta o aparecimento de insetos, como os mosquitos que infernizam a vida dos visitantes nos rios de águas barrentas da Amazônia, afeta toda a cadeia de vida animal na região. As matas da bacia do rio Negro são comparativamente pobres em animais terrestres e aquáticos. Condições desfavoráveis para caça e cultivo da terra explicam a baixa densidade populacional e o pequeno impacto da interferência humana até hoje sofrido pelas florestas locais.
A enorme região da bacia do rio Negro é ocupada por dois grupos étnicos principais: índios e caboclos. Apesar de viverem apenas cerca de 20 mil índios nas terras indígenas oficializadas da parte brasileira da bacia, o número de índios destribalizados que migraram para as cidades é grande. Em São Gabriel, por exemplo, constituem a imensa maioria da população que não pára de crescer do centro para os bairros periféricos, onde se instalam os que acabaram de chegar.
Estrada única a ligar todas as cidades e comunidades que vivem às suas margens, o rio é um vai-e-vem incessante de pessoas e mercadorias. Por suas águas, os barcos-recreio, coloridos pelas redes esticadas para acomodar os viajantes, transportam alimentos, máquinas, material de construção, a produção de farinha de mandioca e de piaçaba e o incipiente artesanato local.

Quem viaja de barco pelo rio Negro dá-se conta das enormes distâncias a percorrer. De Manaus a São Gabriel da Cachoeira, a viagem pode durar uma semana ou mais dependendo da potência do motor e da altura das águas. Rio acima, na direção da Colômbia, o movimento de barcos diminui muito e as dificuldades aumentam.

Nesta seção do site, contaremos as experiências vividas nas viagens a bordo do "Escola da Natureza", o barco que a UNIP utiliza em uma pesquisa que busca conhecer melhor a diversidade da flora da região do negro.

Presidente Figueiredo é um município brasileiro do estado do Amazonas. Sua população estimada em 2004 era de 25.273 habitantes. Situa-se na Região Metropolitana de Manaus.

O município de Presidente Figueiredo está ligado à capital Manaus pela rodovia asfaltada, a BR-174, que faz ainda a ligação com Boa Vista , capital do Estado de Roraima e, de lá liga o Brasil à Venezuela através do município fronteiriço de Santa Helena (Ven.). Presidente Figueiredo despontou há pouco tempo para o turismo ecológico em razão de sua fartura de águas, selva, recursos naturais, cavernas e cachoeiras (são mais de cem catalogadas). Nela existe uma razoável infraestrutura turística em expansão. O município é mais conhecido pela usina hidroelétrica instalada ali, a usina de Balbina, no distrito homônimo, cujas obras e manutenção são responsáveis pela maior catástrofe ambiental da história do Brasil.
Embora seja comum a ideia de que o nome do município seja uma homenagem ao ex-presidente brasileiro João Batista de Oliveira Figueiredo, o nome do município homenageia João Figueiredo, presidente da província do Amazonas no tempo do império. Inicialmente a ideia era homenagear exatamente o presidente da República, contudo este não aceitou que o município recebesse seu nome. Daí lembram-se do ex-presidente do período colonial imperial, e o nome pôde ser oficializado.

As origens do município prendem-se principalmente à Novo Airão e Itapiranga, dos quais foi desmembrada a maior parte do território que hoje constitui Presidente Figueiredo, bem como a Manaus cuja vizinhança foi fator influente no desenvolvimento da região. Os primeiros assentamentos populacionais nesses polos datam de 1657, para o local onde hoje é o município de Manaus, e 1668, o local hoje é a sede de Novo Airão.

Foi a partir desses núcleos que se deu a consolidação e ampliação do povoamento do Baixo Rio Negro. Integrado no município de Manaus, Novo Airão passa a constituir distrito de capital em 1938, então com a denominação simplesmente de Airão. É em 1955 que se dá o desmembramento de Manaus, constituindo-se o município Autônomo de Novo Airão. Paralelamente, em 1952 foi criado o município de Itapiranga, contando em sua área com o atual vila de Balbina.

Em 10 de dezembro de 1981, pela Emenda Constitucional nº 12, é criado o município de Presidente Figueiredo, com territórios desmembrados de Novo Airão (sua parte no extremo leste, limítrofe a Manaus) e de Itapiranga (Vila e arredores de Balbina), bem como áreas adjacentes de Silves e Urucará. A instalação do município efetivou-se com as eleições gerais de 1982 e consequentemente com a posse do prefeito e vereadores em janeiro de 1983.
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[editar] Bairros rurais
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Na AM 240, temos:

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